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Esta é a única região conhecida do mundo em que esta ave nidifica nos penhascos litorais e nos conhecidos palheirões (rochedos isolados junto à costa), onde constrói ninhos em equilíbrios instáveis. As aves são muito fieís ao seu ninho.
Durante o dia as cegonhas voam para o interior, em geral para campos agricultados e zonas húmidas alagadiças, onde se alimentam de insectos, rãs, cobras e pequenos mamíferos.
A parada nupcial das cegonhas é muito característica, já que os animais inclinam a cabeça completamente para trás, ao mesmo tempo que batem os bicos como se fossem castanholas. Embora a cegonha seja um animal tipicamente migrador, as populações do Sul de Portugal podem ser residentes o ano inteiro.
As falésias altas fornecem inúmeros locais de nidificação, inacessíveis e abrigados, propícios à instalação de rapinas e outras aves com hábitos rupícolas, algumas delas muito raras como a águia-pesqueira ou o francelho-das-torres.
Francelho-das-torres Falco naumanni
guia-pesqueira Pandion haliaetus
Os peneireiros ou francelhos são aves comuns nas falésias litorais, onde se alimentam, sobretudo, de pequenas aves e répteis. As fêmeas são muito parecidas, enquanto que os machos se distinguem pela coloração da cabeça e bordo da asa, com tonalidades azuladas na espécie naumanni.
Peneireiro-comum Falco tinnunculus
Peneireiro-das-torres Falco naumanni
O falcão-peregrino (Falco peregrinus) é uma ave possante e robusta, que pode atingir os 50 cm de altura e mais de 1kg de peso. É capaz de atingir a incrível velocidade de 300 km/hora, com que caça desde pombos a gaivotas e outras aves marinhas. Nidifica em buracos na falésia.
A águia-pesqueira (Pandion haliaetus) é facilmente reconhecível pela sua plumagem branca e escura, embora seja muito rara em Portugal. Um casal desta espécie nidificou em tempos no Sudoeste Alentejano. Alimenta-se quase exclusivamente de peixe.
A águia-de-bonelli (Hieraaetus fasciatus) é uma rapina robusta que pode pesar 2 kg e medir mais de 70 cm. Alimenta-se de aves e mamíferos de médio porte (como garças e lebres). É uma espécie rara.
Os gansos-patolas são aves muito características, podendo observar-se com frequência ao longo da costa alentejana, sobretudo durante o Inverno, quando migram para regiões costeiras mais amenas.
Ganso-patola Sula bassana
Os corvos-marinhos observam-se com facilidade sobre os rochedos litorais, enquanto estendem as suas asas ao vento e ao sol para secar as penas.
Corvo-marinho-de-faces-brancas Phalacrocorax carbo
Corvo-marinho-de-crista Phalacrocorax aristotelis
As gaivotas (família Laridae) são as aves marinhas mais comuns ao longo do litoral português, podendo identificar-se mais de dez espécies diferentes.
Gaivota-argêntea Larus argentatus
O litoral alentejano é visitado por muitos outros tipos de aves, como ostraceiros, borrelhos, pilritos, tarambolas, andorinhas-do-mar e maçaricos.
Maçarico-real Numenius arquata
Este carnívoro tímido raramente se deixa observar, embora seja frequente ao longo das arribas costeiras e cursos de água do sudoeste alentejano. Esta utilização do meio marinho litoral é muito rara, até porque a lontra prefere habitats calmos pouco humanizados.
A lontra encontra-se muito bem adaptada ao meio aquático, com as narinas, os olhos e as orelhas numa posição superior na cabeça, possuindo também uma membrana interdigital entre os dedos das patas, para facilitar os movimentos dentro de água.
As lontrae encontram-se em toda a costa vicentina e sudoeste alentejano, sobretudo junto aos cursos de água permanentes; aí encontram abrigo e lavam o pêlo regularmente, para evitar que o sal do mar o desgaste e destrua.
As lontras encontram-se em toda a costa vicentina e sudoeste alentejano, sobretudo junto aos cursos de água permanentes; aí encontram abrigo e lavam o pêlo regularmente, para evitar que o sal do mar o desgaste e destrua.
As lontras alimentam-se preferencialmente de peixe, mas apanham o que lhes for mais fácil; assim, não é de estranhar que o lagostim-de-rio, abundante nos rios e ribeiros interiores, seja uma presa frequente.
Peixes Teleósteos 87%
Costa Sudoeste Alentejo Litoral
Crustáceos
(caranguejos) 7%
Anfíbios 10%
Anfíbios 5%
% - percentagem de ocorrência de
cada grupo nos dejectos de lontraiaris
Peixes Ciprinídeos 35%
Crustáceos
(lagostim-de-rio)
58%
Rio Vascão
Alentejo Interior
Os burriés são pequenos moluscos gastrópodes muito comuns nas zonas litorais pouco profundas, nomeadamente nas poças de maré, onde se alimentam de algas e pequenos detritos. Existem várias espécies, de diversos tamanhos, sendo também apreciados na gastronomia portuguesa.
Burrié
Mytilus edulis
Os mexilhões são moluscos bivalves, com conchas escuras alongadas, que vivem na zona intertidal mais exposta às ondas, às quais se agarram firmemente através do seu bisso fibroso. Esta espécie apreciada há milénios é bastante comum na costa sudoeste.
Mexilhão
Grampus griseus
Estes crustáceos peculiares, denominados cirrípedes, encontram-se nos rochedos litorais intertidais mais expostos à ondulação, frequentemente junto de mexilhões e algas calcárias. Geralmente com cerca de 5 cm de comprimento podem crescer até aos 12 cm, sendo muito apreciados no Sudoeste.
Mexilhão
Grampus griseus
As estrelas e os ouriços-do-mar pertencem ao filo dos equinodermes, um grupo de animais com simetria radial. As estrelas-do-mar são predadoras eficazes, podendo alimentar-se de bivalves e crustáceos (ex. Astropecten), ou mesmo, de outros equinodermes (ex. Luidia).
Estrela-do-mar Astropecten irregularis
Estrela-do-mar Luidia ciliaris
Os ouriços-do-mar apresentam um corpo globoso protegido por uma armadura externa constituída por várias placas justapostas (em cima), de onde irradiam numerosos espinhos e pés ambulacrários, com os quais se desloca. Alimentam-se de algas, situando-se a boca na parte inferior..
Baleia-fina
Balaenoptera physalus
Golfinho-comum
Delphinus delphis
Toninha
Phocoena phocoena
Baleia-anã
Balaenoptera acutorostrata
Baleia-piloto-de-barbatanas-compridas
Globicephala melas
Orca
Orcinus orca
Grampo
Grampus griseus
Roaz-corvineiro
Tursiops truncatus
Os rorquais (do termo norueguês rorhval que significa prega e relativo às numerosas pregas de pele que se estendem na garganta), incluem as maiores baleias existentes, podendo atingir mais de 30 m na baleia-azul. São relativamente raros, sendo estas duas espécies as mais comuns deste grupo.
Grampo Grampus
griseus
Baleia-anã
Balaenoptera acutorostrata
Golfinho-comum
Delphinus delphis
Os rorquais (do termo norueguês rorhval que significa prega e relativo às numerosas pregas de pele que se estendem na garganta), incluem as maiores baleias existentes, podendo atingir mais de 30 m na baleia-azul. São relativamente raros, sendo estas duas espécies as mais comuns deste grupo.
Golfinho-de-flancos-brancos Lagenorhynchus acutus
Golfinho (séc. XVI)
Tubarão (séc. XVI)
Os rorquais (do termo norueguês rorhval que significa prega e relativo às numerosas pregas de pele que se estendem na garganta), incluem as maiores baleias existentes, podendo atingir mais de 30 m na baleia-azul. São relativamente raros, sendo estas duas espécies as mais comuns deste grupo.
Baleia-anã Balaenoptera acutorostrata
Baleia-fina Balaenoptera physalus
Os Delfinídeos são o maior grupo de cetáceos, com 33 espécies vivas. São, em geral, animais muito sociáveis, pelo que são fáceis de observar. Ambas as espécies são comuns ao longo da costa portuguesa; o roaz-corvineiro chega mesmo a penetrar regularmente no estuário do Sado.
Roaz-corvineiro Tursiops truncatus
Golfinho-comum Delphinus delphis
As toninhas são o grupo de cetáceos mais pequenos do mundo e encontram-se em regressão porque habitam essencialmente as zonas costeiras, sujeitas a enormes pressões ambientais. O grampo é um golfinho oceânico mas que se pode observar com frequência ao longo da costa sudoeste.
Baleia-piloto-de-barbatanas-compridas Globicephala melas
Orca
Orcinus orca
As toninhas são o grupo de cetáceos mais pequenos do mundo e encontram-se em regressão porque habitam essencialmente as zonas costeiras, sujeitas a enormes pressões ambientais. O grampo é um golfinho oceânico mas que se pode observar com frequência ao longo da costa sudoeste.
Toninha
Phocoena phocoena
Indivíduo idoso
Grampo
Grampus griseus
A santola pode atingir mais de 50 cm de envergadura. Geralmente a sua carapaça e patas encontram-se encrustadas de algas, que aumentam a capacidade de dissimulação contra os fundos costeiros em que habitam.
Santola
Maja squinado
A navalheira é um caranguejo pequeno mas agressivo, de cores acastanhadas e hábitos nocturnos, que ocorre nos fundos rochosos pouco profundos, e se alimenta de pequenos organismos e detritos orgânicos. É uma iguaria muito apreciada na costa portuguesa.
Navalheira
Necora puber
Os tubarões são dos maiores predadores do meio marinho, ocorrendo mais de 20 espécies nas águas do sudoeste alentejano. Contudo, a maioria só se observa ao largo, em águas com mais de 50 m de profundidade.
O cação (Mustelus mustelus) apresenta uma coloração cinzenta a acastanhada relativamente uniforme, pode atingir os 150 cm de comprimento, mas é inofensivo já que se alimenta de peixes e invertebrados. É uma espécie comum e muito apreciada na gastronomia, para a famosa sopa de cação.
O leitão (Galeus melastomus) é um tubarão muito esguio com um padrão de coloração característico, de grandes malhas escuras espalhadas pelo corpo; a barbatana caudal possui uma série de dentículos na margem superior. As fêmeas são maiores mas não ultrapassam os 90 cm de comprimento.
O pata-roxa (Scyliorhinus canicula) é um dos tubarões costeiros mais comuns, ocorrendo geralmente em fundos arenosos ou lamacentos, que patrulha em caça, sobretudo durante a noite. Distingue-se facilmente pela coloração acastanhada e padrões pintalgados. Mede cerca de 105 cm de comprimento.
Os tubarões apresentam diversos modos de reprodução, consoante as espécies: vivíparo (como o cação, que dá à luz crias perfeitamente desenvol- vidas), ovíparo (como o leitão ou o pata-roxa, que deposita no fundo ovos coriáceos onde se desenvolvem os embriões), ou ovovivíparo. Os filamentos das extremidades da cápsula servem para a ancorar firmemente às algas do fundo.
Os polvos são os moluscos mais evoluídos e inteligentes, possuindo oito braços em redor da cabeça e nenhuma concha interna. Possuem uma extraordinária capacidade de mimetização do substrato que os rodeia, quer modificando as cores como as texturas da sua pele.
Polvo-comum Octopus vulgaris
As ventosas são das características mais interessantes dos polvos, capazes de exercerem individualmente uma enorme força de sucção; com elas os polvos imobilizam as suas presas, como os caranguejos, podendo mesmo puxá-los de recantos inacessíveis para qualquer outro predador.
Ventosa
Tecido muscular
Os chocos são animais muito peculiares, com o corpo arredondado e robusto, reforçado com uma concha interna. Desovam nos estuários e rias, apresentando frequentemente padrões estriados, que os ajuda a passar despercebidos por entre os talos das algas e ervas marinhas.
Choco
Sepia officinalis
Os serranos (família Serranidae), onde se incluem as garoupas, possuem corpos maciços e uma única barbatana dorsal, podendo atingir dimensões e pesos consideráveis: o cherne, por exemplo, pode medir 2 m de comprimento e pesar mais de 50 kg. Habitam junto à costa e são comercialmente importantes.
Bodião
Labrus mixtus
Os serranos (família Serranidae), onde se incluem as garoupas, possuem corpos maciços e uma única barbatana dorsal, podendo atingir dimensões e pesos consideráveis: o cherne, por exemplo, pode medir 2 m de comprimento e pesar mais de 50 kg. Habitam junto à costa e são comercialmente importantes.
Cavala
Scomber sp.
Os serranos (família Serranidae), onde se incluem as garoupas, possuem corpos maciços e uma única barbatana dorsal, podendo atingir dimensões e pesos consideráveis: o cherne, por exemplo, pode medir 2 m de comprimento e pesar mais de 50 kg. Habitam junto à costa e são comercialmente importantes.
Pargo
Pagrus pagrus
Os serranos (família Serranidae), onde se incluem as garoupas, possuem corpos maciços e uma única barbatana dorsal, podendo atingir dimensões e pesos consideráveis: o cherne, por exemplo, pode medir 2 m de comprimento e pesar mais de 50 kg. Habitam junto à costa e são comercialmente importantes.
Garoupinha
Serranus cabrilla
Os peixes chatos incluem várias famílias e grupos como as solhas, os linguados e as azevias, sendo o grupo mais distinto dos teleósteos já que o seu corpo sofreu um considerável achatamento lateral, que obrigou a que os olhos se movessem para o lado dorsal, direito ou esquerdo, consoante as espécies. São muito importantes economicamente.
Linguado-da-areia
Solea lascaris
Os peixe-lira (família Callionymidae) são pequenos peixes costeiros, de corpo cilíndrico e cabeça achatada, muito característicos já que exibem padrões de coloração vistosos, particularmente ao nível das barbatanas dorsais, que por vezes se encontram extremamente desenvolvidas.
Linguado-da-areia
Solea lascaris
Os ruivos (família Triglidae) são peixes com uma cabeça larga e um focinho ósseo ponteagudo, cujas barbatanas peitorais sofreram uma diferenciação interessante, já que os 3 raios inferiores se fortaleceram e separaram do resto da barbatana, sendo utilizados para "andar" sobre o fundo ou detectar os invertebrados de que se alimentam.
Ruivo
Aspitrigla cuculus
Os góbios (família Gobiidae) são dos grupo mais diversificados em espécies, sendo geralmente pequenos, bentónicos e possuindo uma cabeça e um corpo cilíndricos. A sua identificação é complicada, baseando-se frequentemente nas fiadas de papilas sensoriais da cabeça, embora os padrões de coloração já constituam uma boa aproximação.
Góbio-negro
Gobius niger
A pouco mais de 15 km para Oeste do Cabo de São Vicente, a profundidade do oceano desce abaixo dos 1000 m, domínio de criaturas bizarras com formas e hábitos muito interessantes.
Fam. Gonostomatidae Cyclothene pallida
Fam. Sternoptychidae Sternoptyx diaphana
Os peixes de profundidade são na sua grande maioria predadores temíveis, com apurados sentidos de visão e pressão, capazes de detectar a mais leve luminescência ou variações de pressão na água. Na imagem, o esqueleto craniano de um parente do peixe-espada.
Fam. Gempylidae Nesiarchus nasutus
A diversidade de géneros é imensa, descobrindo-se continuamente novas espécies de peixes abissais, embora muitos deles, como o peixe-espada ou o tamboril, já façam parte da nossa ementa há muito tempo.
Fam. Paralepididae Paralepis atlantica
Fam. Exocoetidae Exocoetus fucorum
Fam. Macrouridae Nezumia sclerorhynchus
Esta alga-castanha (Phaeophyta) é muito comum em habitats rochosos litorais mais abrigados, formando frequentemente conjuntos densos que servem de refúgio a muitos animais marinhos. Tem grande interesse dietético e sobretudo como fonte natural de iodo.
Bodelha
Fucus vesiculosus
Esta alga verde (Chlorophyta) é muito comum em subtratos rochosos ao longo da costa portuguesa, como as poças de maré. É um organismo delicado com frondes finas e translúcidas que podem crescer mais de 18 cm de comprimento. Algumas populações utilizam-nas localmente em sopas e saladas.
Alface-do-mar
Ulva lactuca

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